O GRANDE DOMINGO: DA VIGÍLIA PASCAL À PENTECOSTES

  

         Na Vigília Pascal inaugurou-se o “dia absolutamente novo” quando celebramos a Ressurreição de Cristo.

         Desde o século II, a celebração pascal passou a prolongar-se por cinquenta dias; período também chamado de “santo e feliz pentecostes”, “bem-aventurado pentecostes”. Este tempo era considerado festivo no seu todo, da mesma forma que o domingo, tanto que nele era proibido rezar de joelhos ou qualquer outra forma penitencial.

         As Normas gerais para o ordenamento do ano litúrgico e do calendário, publicadas após o Concílio Vaticano II, no nº 22 deixam claro que:

Os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, ‘como um grande domingo’.

É principalmente nesses dias que se canta o Aleluia.

 

         Durante este tempo os domingos são considerados como domingos de Páscoa. Ao longo deste “tempo sagrado dos cinquenta dias” em que Deus “encerrou a celebração da Páscoa” celebra-se: a oitava da Páscoa (oito primeiros dias do tempo pascal), a Solenidade da Ascensão (no quadragésimo dia de pentecostes), mistério integrante da Páscoa e que nos mostra que “o Jesus que nos salva plenamente é o Jesus ressuscitado e glorificado” e conclui-se celebrando o dom do Espírito Santo no domingo de Pentecostes.

       Segundo o teólogo liturgista A. Bergamini, “a celebração da efusão do Espírito Santo leva a cumprimento pleno o mistério pascal e revela a todos os povos o mistério oculto nos séculos, reunindo as linguagens da família humana na profissão da ‘fé única’”.

         Essa unidade, que havia sido quebrada no século VII, quando a celebração da Solenidade de Pentecostes passou a ser celebrada apenas como aniversário da descida do Espírito Santo e, assim, se tornando uma festa independente inclusive com oitava e, portanto, “desligada da relação unitária e vital com o mistério pascal”, foi restituída somente no século passado, com a reforma do Concílio Vaticano II, que “restituiu a unidade também aos mistérios dos cinquenta dias”.

         No domingo de Pentecostes as nossas comunidades, exultantes na alegria pascal, celebrem a graça de sermos revestidos da força do Espírito para sermos testemunhas do Cristo ressuscitado!

         “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).

 

 

 

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