ECUMENISMO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

            Refletindo sobre a conversa de Jesus com a Samaritana (Jo 4,1-29), me veio a intuição de escrever sobre estes temas desafiadores mas que podem nos ajudar a dialogar neste momento tão complexo que vivemos, onde se faz necessário superar a polarização e testemunhar a Fé, vivendo a Esperança e servindo com Caridade.

 

Ecumenismo:

            É o caminho realizado por várias confissões cristãs que crêem em Jesus como Salvador e Filho de Deus. Comporta, de fato, a fé comum na Santíssima Trindade e na pessoa de Jesus, como Filho de Deus. Esse é o caminho para que aconteça uma maior unidade visível entre as várias confissões cristãs.  Quanto mais nos aproximamos de Cristo, mais nos aproximamos entre nós e entre as várias Igrejas de denominação cristã. A proximidade a Jesus nos torna próximos uns dos outros.

           O ecumenismo valoriza as identidades, a cultura, a tradição e os elementos específicos de cada Igreja. Ele promove o diálogo entre elas, num profundo respeito às diferenças de cada uma. Não pode existir um ecumenismo onde cada um perde a sua identidade e se torna uma massa comum, pois a verdadeira experiência ecumênica é aquela que valoriza a identidade e, ao mesmo tempo, está aberta ao diálogo, a respeitar as diferenças do outro e os gestos comuns de colaboração.

           O Ecumenismo eticamente desejado é o que busca a aproximação com o mistério de Cristo, com cada um aprofundando e vivendo a sua identidade e com uma intenção de respeito e atenção ao caminho do outro.

 

Diálogo inter-religioso

         O reconhecimento do pluralismo religioso de direito é condição essencial para o verdadeiro diálogo inter-religioso. Mas o diálogo não acontece sem a convicção religiosa, pois implica a interlocução de sujeitos que se comunicam com a integralidade da própria fé.

          O diálogo caracteriza-se pela escuta mútua e pela disponibilidade para responder com plena liberdade e total sinceridade, um intercâmbio de comunicações em que os participantes agem como parceiros. Para ser frutífero, o diálogo requer um mínimo de valores comuns como ponto de partida. Seu objetivo é um melhor conhecimento recíproco, que só é possível quando ambas as partes desejam aprender e desaprender, além de se enriquecerem mutuamente por meio da experiência e da reflexão.

 

Condições para um verdadeiro diálogo:

1) possuir algo pessoal que possa ser transmitido;

2) pensar que também o outro tem algo a ensinar e a transmitir.

 

(Vários autores foram consultados)

 

 

 

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