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Dom Jacinto celebra três jubileus em ação de graças por sua vida e ministério

Foto do escritor: Arquidiocese de Pelotas
Arquidiocese de Pelotas
há 23 minutos
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Arcebispo Metropolitano de Pelotas reúne as celebrações dos 75 anos de vida, 50 anos de sacerdócio e a antecipação dos 25 anos de episcopado. Jubileus recebem mensagem especial do Papa Leão XIV e serão celebrados com Solene Eucaristia no dia 22 de novembro.

A Arquidiocese de Pelotas celebra, neste mês de outubro de 2026, dois momentos significativos na vida de seu Arcebispo Metropolitano, Dom Jacinto Bergmann. No dia 29, ele completa 75 anos de idade e, no dia seguinte, 30 de outubro, celebra o jubileu de ouro de sua ordenação presbiteral.

Por decisão do próprio Arcebispo, as comemorações também contemplarão antecipadamente o jubileu de prata de sua ordenação episcopal, cujos 25 anos serão completados em 14 de julho de 2027. As três datas serão reunidas em uma única celebração de ação de graças, marcada para o dia 22 de novembro deste ano.

As comemorações ganharam um significado ainda mais especial com a mensagem enviada pelo Papa Leão XIV, que felicitou Dom Jacinto por seu jubileu sacerdotal e reconheceu sua dedicação apostólica e seu testemunho como pastor da Igreja.

Ao refletir sobre essas datas, em depoimento concedido especialmente à Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Pelotas, o Arcebispo resume sua trajetória como uma experiência da generosidade divina:

"Só compreendo os meus 75 anos como uma única e enorme gratuidade de Deus."

Mais do que marcos comemorativos, os jubileus convidam a recordar uma história vocacional que tem suas raízes na fé familiar e no desejo de servir à Igreja.


Uma vocação nascida em uma família de fé

Nascido em 29 de outubro de 1951, em Alto Feliz, no Rio Grande do Sul, Dom Jacinto é o sexto dos sete filhos de Antônio e Regina Bergmann. Cresceu em uma família profundamente ligada à vida da comunidade e à participação na Igreja.

Família Bergmann
Família Bergmann

Em entrevista concedida ao programa Partilhando, em julho de 2021, o Arcebispo compartilhou uma história familiar que marcou especialmente sua compreensão da própria vocação.

Antes do nascimento dos filhos, seus pais enfrentaram dificuldades relacionadas a uma gravidez de risco. Movidos pela fé, dirigiram-se ao Santuário de Caaró, dedicado aos Santos Mártires das Missões, onde fizeram uma promessa de consagrar a Deus os filhos que viessem a ter.

A família foi agraciada com sete filhos, dos quais três seguiram a vida religiosa e dois abraçaram o sacerdócio.

Registro da Primeira Eucaristia, em 1958.
Registro da Primeira Eucaristia, em 1958.

Um detalhe torna esse testemunho ainda mais significativo: segundo Dom Jacinto, seus pais não revelaram a promessa aos filhos durante sua formação, permitindo que cada um discernisse livremente o próprio caminho. Somente após celebrar sua primeira missa é que ele tomou conhecimento da história, contada pelo pai.

Em seu depoimento concedido por ocasião dos jubileus de 2026, Dom Jacinto recordou com gratidão seus pais, sua madrinha Teresa, seus irmãos e tantas pessoas que fizeram parte de sua caminhada. Para ele, foi por meio dessas pessoas simples e de fé que Deus revelou suas maravilhas ao longo de sua vida.

A vivência da fé no ambiente familiar, a participação na comunidade e o testemunho dos sacerdotes que frequentavam sua casa contribuíram para despertar e amadurecer sua vocação.


Cinquenta anos de sacerdócio: uma data escolhida pelo seu significado

Dom Jacinto ingressou no Seminário Menor São José, em Gravataí, prosseguindo posteriormente seus estudos filosóficos e teológicos.

Sua ordenação presbiteral aconteceu em 30 de outubro de 1976, na Capela Bom Jesus do Carmelo, em São Leopoldo, pela imposição das mãos do Cardeal Dom Vicente Scherer, então Arcebispo de Porto Alegre.

Ordenação Presbiteral, em 1976.
Ordenação Presbiteral, em 1976.

A escolha da data não foi casual.

Na entrevista ao Partilhando, Dom Jacinto recordou que pediu para ser ordenado no mesmo dia em que havia recebido o sacramento do Batismo. Para ele, as duas datas possuem uma profunda ligação espiritual: pelo Batismo, nasceu para a vida em Deus; pela ordenação, iniciou uma nova etapa de entrega e serviço à Igreja.

Seu ministério sacerdotal começou na Paróquia São Pedro, em Porto Alegre, onde atuou como vigário paroquial e desenvolveu especialmente o trabalho com a juventude. Desse período, guarda lembranças afetuosas pela comunidade que o acolheu no início de sua missão.

Posteriormente, aprofundou seus estudos em Ciências Bíblicas, com formação em Roma e na Alemanha. Dedicou grande parte de sua vida sacerdotal ao ensino da Sagrada Escritura, especialmente do Antigo Testamento, e à formação de futuros sacerdotes em diferentes instituições.

Também exerceu funções de coordenação pastoral na Arquidiocese de Porto Alegre e colaborou com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), atuando em Brasília antes de sua nomeação episcopal.


O ministério episcopal e o serviço à comunhão

Em 2002, foi nomeado pelo Papa São João Paulo II bispo auxiliar de Pelotas, recebendo a ordenação episcopal em 14 de julho daquele ano, na Catedral São Francisco de Paula, pela imposição das mãos de Dom Jayme Henrique Chemello.

Ordenação Episcopal, em 2002.
Ordenação Episcopal, em 2002.

Em 2004, assumiu a Diocese de Tubarão, em Santa Catarina, onde permaneceu até sua nomeação como bispo de Pelotas, em 2009, pelo Papa Bento XVI.

Com a elevação da Diocese de Pelotas à Arquidiocese Metropolitana, em 13 de abril de 2011, tornou-se seu primeiro Arcebispo Metropolitano.

Seu lema episcopal, In Nomine Trinitatis — "Em nome da Trindade" — expressa sua compreensão da missão episcopal como serviço à comunhão e à unidade da Igreja.

Em julho de 2026, Dom Jacinto completou 24 anos de ordenação episcopal, iniciando o caminho para o jubileu de prata, que ocorrerá em 2027. A decisão de reunir antecipadamente essa comemoração aos jubileus de vida e sacerdócio confere à celebração de novembro um significado especial de gratidão pela totalidade de sua caminhada vocacional.

Ao refletir sobre seu ministério, Dom Jacinto reconhece que sua missão é, antes de tudo, uma resposta ao amor gratuito de Deus.

Imposição do Pálio, em 2009.
Imposição do Pálio, em 2009.

Em seu depoimento comemorativo, afirmou que os anos dedicados ao sacerdócio e ao episcopado representam uma tentativa, mesmo diante das próprias limitações, de responder à generosidade divina com duas expressões que marcaram sua caminhada: "Eis-me aqui, Senhor" e "In Nomine Trinitatis".



Papa Leão XIV envia mensagem e Bênção Apostólica pelo jubileu de ouro sacerdotal

Entre as homenagens recebidas por Dom Jacinto, destaca-se a mensagem do Papa Leão XIV, enviada por ocasião dos 50 anos de sua ordenação presbiteral.

No documento, datado de 1º de outubro de 2026, o Santo Padre felicita o Arcebispo por seu jubileu sacerdotal, destacando sua dedicação apostólica e seu testemunho pastoral.

Na mensagem, o Pontífice reconhece sua atividade apostólica exercida In Nomine Trinitatis e sua solicitude como pastor que, enriquecido pelos tesouros da Sagrada Escritura, testemunhou uma presença atenciosa e humana junto ao povo de Deus.

O Papa também manifesta seus votos de felicidade e assegura suas orações, concedendo a Bênção Apostólica a Dom Jacinto, ao clero, aos fiéis e aos seus familiares.

Para o Arcebispo, a mensagem pontifícia foi motivo de intensa alegria. Em seu depoimento, declarou: "Tenho uma moção interior de muita gratidão pela imensa gratuidade do Bom Pastor estando ao meu lado dia a dia ao longo do Ministério."

Dom Jacinto destacou ainda duas circunstâncias que tornaram a mensagem especialmente significativa: ela foi assinada em 1º de outubro, memória litúrgica de Santa Teresinha do Menino Jesus, de quem é devoto, e representou a primeira felicitação recebida por ocasião de seu jubileu.

Para ele, esses detalhes também expressam a gratuidade de Deus e a alegria de viver seu ministério em comunhão com o Sucessor de Pedro.


Uma mensagem de gratidão e comunhão para a Arquidiocese

Ao completar 75 anos de vida e recordar sua caminhada sacerdotal e episcopal, Dom Jacinto dirige uma mensagem especial aos sacerdotes, diáconos, religiosos, seminaristas, candidatos à vida consagrada e fiéis leigos da Arquidiocese de Pelotas.

Recordando os caminhos percorridos e todas as pessoas que fizeram parte de sua história, o Arcebispo convida os fiéis a reconhecer a ação de Deus na própria existência.

Sua mensagem se encerra com uma síntese da espiritualidade de comunhão que caracteriza seu ministério: "Com Deus fazemos muito, isso é bom; com Deus fazemos muito bem, isso é melhor; com Deus fazemos juntos, isso é divino!"

As palavras expressam o desejo de uma Igreja que caminha unida, reconhecendo na participação e na corresponsabilidade de todos os batizados um caminho de fidelidade ao Evangelho.


Dom Jacinto, em suas próprias palavras

Por ocasião da celebração de seus três jubileus, Dom Jacinto Bergmann respondeu a duas perguntas encaminhadas pela Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Pelotas.

Em seu testemunho, o Arcebispo manifesta a gratidão pelo caminho percorrido, recorda o significado da mensagem recebida do Papa Leão XIV e compartilha uma reflexão sobre o dom da vida e a missão confiada a cada batizado.

A seguir, publicamos integralmente as perguntas e respostas concedidas especialmente para esta ocasião.

PASCOM: Dom Jacinto, olhando para estes 50 anos de sacerdócio, qual é o sentimento que mais marca seu coração neste jubileu?

Dom Jacinto: Primeiro, tenho uma moção interior de muita gratidão pela imensa gratuidade do Bom Pastor estando ao meu lado dia a dia ao longo do Ministério. Segundo, vivo uma felicidade intensa: essa felicidade está expressa nas "felicitações" recebidas pelo Papa Leão XIV: "Caro irmão, nós o felicitamos por celebrar com alegria o Jubileu de Ouro de sua ordenação sacerdotal:

a) por sua diligente atividade apostólica In Nomine Trinitatis;

b) por sua comprovada solicitude, com a qual, imbuído dos tesouros da Sagrada Escritura, deu testemunho de um Pastor atencioso e humano.

Ao mesmo tempo que lhe desejamos tudo de bom, o acompanhamos em oração, pedindo uma recompensa celestial, por meio de nossa Bênção Apostólica, que de bom grado lhe concedemos e também ao seu clero, aos fiéis e aos seus familiares." Assina: Leão XIV.


Observações do Metropolita:

1ª — As "felicitações" do Papa foram assinadas no dia 1º de outubro, dia de Santa Teresinha do Menino Jesus — mais uma gratuidade de Deus a mim, devoto da Teresinha.

2ª — As "felicitações" do Papa foram as primeiras felicitações recebidas — mais uma gratuidade de Deus a mim, unido colegiadamente a Pedro.


PASCOM: Dom Jacinto, completando 75 anos de vida, que mensagem gostaria de deixar aos sacerdotes, religiosos e fiéis da Arquidiocese de Pelotas?

Dom Jacinto: Olhando os 75 anos de vida, primeiro louvo a Deus porque revelou, ao longo dos 75 anos, as suas maravilhas aos simples e pequeninos — que foram meus pais Regina e Antônio e a madrinha Teresa; foram meus irmãos: Ir. Aparecida, Luiz Roque, Ir. Anna, Ir. Rosa, Pe. Júlio e Francisco; que foram meus tantos amigos; que foram todos os autênticos batizados.

Em segundo lugar, só compreendo os meus 75 anos como uma única e enorme gratuidade de Deus. Por isso, destes 75 anos, os 50 anos de presbítero (25 de bispo) foram uma tentativa, com todas as minhas falhas, de responder essa gratuidade com um "Eis-me aqui, Senhor" e "In Nomine Trinitatis".

Ainda, desejo aos presbíteros, aos diáconos, aos religiosos/as, aos seminaristas e candidatos à vida consagrada, aos fiéis leigos que deixem Deus fazer história na história de cada um e cada uma. Com Deus fazemos muito, isso é bom; com Deus fazemos muito bem, isso é melhor; com Deus fazemos juntos, isso é divino!


O que acontece quando um bispo completa 75 anos?

A celebração dos 75 anos de Dom Jacinto também marca uma etapa prevista pelo Direito Canônico da Igreja Católica.

O cânon 401, §1, do Código de Direito Canônico estabelece que o bispo diocesano, ao completar 75 anos de idade, é convidado a apresentar sua renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, a quem cabe avaliar as circunstâncias e decidir sobre sua aceitação.

A apresentação da renúncia, entretanto, não implica o afastamento imediato do bispo de suas funções. Até que seja aceita pelo Papa, ele permanece no exercício do governo pastoral da Arquidiocese.

Portanto, a chegada aos 75 anos não representa uma mudança automática na condução da Igreja Particular de Pelotas.


Três jubileus, uma única celebração de ação de graças

Para celebrar os 75 anos de vida, os 50 anos de sacerdócio e, antecipadamente, os 25 anos de episcopado de Dom Jacinto Bergmann, a Arquidiocese de Pelotas realizará uma celebração especial no dia 22 de novembro de 2026.

A Solene Eucaristia acontecerá às 10h30, na Catedral Metropolitana São Francisco de Paula, em Pelotas, reunindo a comunidade arquidiocesana em oração e ação de graças pela vida e pelo ministério de seu Arcebispo.

A celebração conjunta dos três jubileus representa uma oportunidade de recordar, em uma mesma ação de graças, as diferentes etapas de uma vida dedicada à Igreja: o dom da existência, o chamado ao sacerdócio e a missão de pastorear o povo de Deus como bispo.


Uma história que inspira gratidão

Ao reunir seus três jubileus em uma única celebração, Dom Jacinto Bergmann convida a Igreja de Pelotas a reconhecer uma trajetória marcada pela fé recebida no ambiente familiar, pelo amor à Palavra de Deus, pela dedicação à formação sacerdotal e pelo serviço pastoral.

São cinquenta anos desde aquele 30 de outubro de 1976, quando a vocação amadurecida desde a infância encontrou sua expressão no sacramento da Ordem, e quase 25 anos desde que assumiu a missão episcopal.

Em seu testemunho, Dom Jacinto apresenta esses anos não como uma conquista individual, mas como uma história conduzida pela graça de Deus e construída com a participação de tantas pessoas ao longo do caminho.

Neste momento especial, a comunidade arquidiocesana é convidada a unir-se em ação de graças pelo dom de sua vida e vocação, elevando ao Senhor suas preces para que continue concedendo a Dom Jacinto saúde, sabedoria e fortaleza no cumprimento de sua missão pastoral.

Uma vida inteira acolhendo a gratuidade de Deus e procurando responder, a cada dia, ao chamado de servir.

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