• Arquidiocese de Pelotas

O Sagrado mistério da Eucaristia


Deus, ao nos convidar para celebrar a Eucaristia, sobretudo aos domingos, nos chama para uma festa familiar, uma refeição em que Ele quer conversar conosco, seus filhos e filhas, na maior intimidade. No batismo, já tinha nos acolhido na sua família e nos dado o Espírito filial, pelo qual podemos chama-lo de Pai. A Eucaristia é ação de graças e louvor, que brota do coração como expressão da alegria pascal pelo reconhecimento das maravilhas que Deus realiza na história, sendo o mistério pascal de Cristo seu cume e perfeita consumação. Este mistério pascal, celebrado na Eucaristia, é o tesouro mais precioso que o Senhor Jesus deixou à sua Igreja. O Catecismo da Igreja Católica, no número 1324 diz que:

A Eucaristia é ‘fonte e ápice de toda a vida cristã’. “Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam a Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa”.

O número 47 da Sacrosanctum Concilium, assim se manifesta sobre a Missa e o Mistério Pascal:

O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu corpo e do seu sangue para perpetuar no decorrer dos séculos, até ele voltar, o sacrifício da cruz, e para confiar assim à Igreja, sua esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal “em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura”.

De acordo com o Guia Litúrgico-Pastoral da CNBB realizamos o memorial do mistério pascal de Cristo, como ele ordenou, “fazendo o que ele fez naquela ceia derradeira”: “Tomou o pão” (preparação dos dons), “pronunciou a benção de ação de graças (oração eucarística ou anáfora), “partiu o pão” (fração do pão) “e o deu a seus discípulos” (comunhão). A oração eucarística ou anáfora está no centro/coração desses gestos rituais. Ela é a solene prece da aliança pela qual fazemos memória de forma celebrativa de toda a ação salvífica de Deus, por Cristo, no Espírito Santo. Por ela “suplicamos que o Pai envie seu Espírito para que transforme o pão e o vinho no corpo sacramental de Cristo e transforme a nós, comungantes, no corpo eclesial do Ressuscitado”. Portanto, a comunidade reunida para celebrar a Eucaristia é assembleia litúrgica, moldada ao Corpo de Cristo pela ação do Espírito Santo e por isso pode clamar a uma só voz, porque tem “um só coração e uma só alma” (cf. Atos 4,32).

Maria Cristina Centurião Padilha


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