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  • Foto do escritorArquidiocese de Pelotas

A HORA MAIS FELIZ DA MINHA VIDA

Há diversas belas histórias relacionadas à vida da Santa Teresa de Calcutá. Uma delas é que uma vez ela entrou num banheiro público na Índia, em situação de total imundície. Pegando uma vassoura, escova, balde, ajoelhada, começou a escovar e a limpar o banheiro. Chegou um homem, bem vestido, de sapatos. Ela, sem hesitar e sem interromper a limpeza, disse-lhe: “Pegue uma vassoura, escova, e ajude a limpar”! Ele ficou sem jeito, até com nojo. Ela insistiu. Ele então pegou uma vassoura e escova, e lançou-se à limpeza, apesar de sua resistência inicial. Depois de uma hora, ele exclamou: “Foi a hora mais feliz da minha vida”!


Onde encontrar a felicidade? – Foi no meio aos pobres e de uma família pobre que o Salvador da humanidade nasceu. Nasceu como a luz das nações: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9,1). Jesus ia na casa dos pobres e marginalizados, os escutava e acolhia; lavou os pés dos discípulos; perdoou e encorajou as pessoas: “levante-se, e ande” (Mt 9,5); e, por fim, amando até o fim, foi morto na cruz. Viveu assim entre nós como Salvador, tornando-se luz para nossas vidas e para todas as nações. Ensinou-nos o caminho para experimentarmos a verdadeira felicidade, que dura mais que uma hora...


Não basta a luz brilhar! – Porém, não basta o sol brilhar. Se a casa está com as janelas e portas fechadas, a escuridão continua a reinar lá dentro, e, ao invés de uma vida feliz, é a depressão, o desânimo e o senso de falta de sentido da vida que vão reinar. Diante da luz há duas atitudes possíveis.


Os magos – A primeira é o dos três magos (Mt 2,1-12). Estavam longe de Deus, mas viram a luz. Não ficaram indiferentes: saíram de casa, da zona de conforto, e iniciaram uma caminhada, também interior. Deixaram-se guiar pela estrela, que os conduziu à Luz. A luz verdadeira vem do alto, apontando para o sentido da nossa existência e o destino da humanidade. Como os magos, deixemo-nos interpelar diante da luz. Coloquemo-nos em movimento, numa caminhada interior. Caminhemos sem medo. A religião que os magos praticavam não os satisfazia; buscavam algo mais; havia uma sede insaciável...


Herodes, Jerusalém – Outra é a atitude de Herodes e de Jerusalém. “Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém” (Mt 2,3). A quem está drogado pelo poder, pelas riquezas e é refém da necessidade de dominar, a luz perturba. Assim como o mar agitado pelo vento, assim agora o rei e a capital estão agitados. E estes agarram-se aos destroços do navio que está afundando... Os que até usaram Deus como protetor de seu poder e do trono, não querem mudança. Nunca experimentaram que limpar um banheiro pode ser caminho de felicidade...

Jerusalém representa o mundo velho, fechado à luz, que utiliza até o espaço sagrado – templo – para fins comerciais. Jerusalém treme diante da luz. Mais tarde, quando Jesus entra em Jerusalém, esta treme... Grande não será mais quem senta no trono, mas quem lava os pés... O rei Herodes perdeu a oportunidade de converter-se, de experimentar a hora mais feliz de sua vida... Ele já havia matado dois de seus filhos, tinha uma vida de assassino... Preferiu ficar nessa vida.


O convite – Os magos representam o convite para sairmos do nosso modo de pensar mundano, escravo do poder, do dinheiro, da força militar... é preciso sair desta vida, desse modo de pensar, e contemplar o Filho, a Luz.

“Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande” (Mt 2,10). Caminhar na direção da Luz é motivo de grande alegria, pois somente na luz encontro a identidade que não encontro nas trevas. E me permito experimentar a horas mais felizes de minha vida... Deus seja bendito!


Pe. Aldino J. Kiesel, O.S.F.S.




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