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CINCO ATITUDES DE BATIZADOS REVESTIDOS

Viva + Jesus


O lema deste mês bíblico é “Vestir-se da nova humanidade!” (Ef 4,24). O autor da Carta aos Efésios tinha consciência de que, antes de vestir-se, é preciso desvestir-se: “Vocês devem deixar de viver como viviam antes, como homem velho que se corrompe com paixões enganadoras” (Ef 4,23).


Jesus nos pede atitudes, modos de comportamento que fazem toda diferença em nossas vidas, e nos tornam fermento de transformação na família, na comunidade, no trabalho e em todas as nossas relações humanas. São expressões de quem já se desvestiu e se revestiu.


Mateus reúne no capítulo 18 do seu Evangelho cinco atitudes que Jesus nos pede, duas das quais focalizadas pelos evangelhos dos últimos dois domingos:


1. Ser como criança – “Se vocês não se converterem e não se tornarem como crianças, não entrarão no Reino do céu” (Mt 18,3), diz Jesus aos discípulos, colocando uma criança no meio deles. Como adultos, tantas vezes perdemos o que tanto admiramos numa criança. Jesus nos pede conversão para um coração que é transparente, perdoa, não guarda rancor e se deixa guiar por Deus, como uma criança.


2. Cortar o mal pela raiz - “Se a sua mão ou o seu pé é ocasião de escândalo para você, corte-o... Se o seu olho é ocasião de escândalo para você, arranque-o” (18,8-9). Com a mão posso dar pão ao faminto, levantar o caído, mas posso também ferir e até causar tragédia... O pé pode me levar ao encontro de quem precisa, mas pode também me levar ao caminho do mal... Pelo olhar posso expressar amor, compaixão por alguém, mas posso também olhar coisas que me levam à perdição... Com o mal não se negocia!


3. Não deixar que ninguém se perca – “Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, será que ele não vai deixar as noventa e nove nas montanhas para procurar aquela que se perdeu?” (18,12). Será que me interesso com meus irmãos e minhas irmãs batizados que não participam da comunidade? Se conheço uma família que não vem à missa ou que não leva a criança à catequese, eu vou ao encontro e pergunto o que está acontecendo? Pecar não é só fazer o mal; é também deixar de fazer o bem...


4. Correção fraterna – “Se o seu irmão pecar, vá e mostre o erro dele, mas em particular... Se não der ouvidos, tome uma ou duas pessoas... Caso não dê ouvidos, comunique à Igreja” (18,15-17). Hoje há uma mentalidade em que ninguém poder corrigir ninguém: os pais têm que aprovar tudo o que filhos fazem; professores não podem corrigir alunos... Para o cristão, a correção fraterna é exigência do amor. Deixar que outro siga o caminho errado é pecar por omissão, é deixar de amar.


5. O perdão que liberta – “Não lhe digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (18,22): foi a resposta de Jesus quando Pedro perguntou quantas vezes deveria perdoar. Estamos certamente diante de um dos maiores desafios no seguimento de Cristo: perdoar como Jesus perdoou, até aos inimigos. Fácil? – Certamente que não. Possível? – Sim. O próprio Jesus, e tantos na história testemunharam a beleza do perdão. Perdoar é libertar e libertar-se. Vale aqui lembrar a afirmação do líder Nelson Mandela, de que estar preso não é somente estar atrás de grades de ferro, mas é deixar-se dominar pela amargura, pelo ódio, pela violência ou pelo espírito de vingança: tudo isso nos aprisiona. Perdoar é cura, é recomeçar. Quando cair, siga o otimismo de Francisco de Sales: “Ó, meu pobre coração! Eis-nos de novo na fossa, da qual tantas vezes temos decidido de não cair. Vamos, levantemo-nos, imploremos a misericórdia de Deus e nela esperemos”.


Dessas cinco atitudes, em qual delas posso caprichar mais? Deus seja bendito!


Pe. Aldino J. Kiesel, O.S.F.S.




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