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SÃO LOURENÇO: DIÁCONO E MÁRTIR


Nosso padroeiro, o diácono São Lourenço, mártir, viveu num século de muitas perseguições.


Liderança - Lourenço nasceu na Espanha, em 225. Ocupou a liderança entre os sete diáconos que serviam a Igreja de Roma durante o pontificado do Papa Sisto II (agosto 257 a agosto 258). Ele foi o vigésimo quarto Papa. Morreu como mártir, durante a perseguição do imperador Valeriano. Sisto II procurou unir a Igreja cristã em torno dos sacramentos e da Palavra de Deus.


O cargo de diácono era de grande responsabilidade. Além de auxiliar o Papa nas celebrações litúrgicas, o diácono Lourenço desenvolvia o trabalho de administração econômica da Igreja, cuidando dos bens da Igreja e da distribuição de ajudas aos pobres.


Crise do Império: é preciso achar um culpado - Era um tempo de uma grave crise no Império Romano. Os cristãos eram considerados responsáveis pela crise, pois se negavam a prestar culto aos deuses romanos, e também não veneravam o imperador como se fosse uma divindade. A crise do império era vista como uma reação negativa dos deuses contra tal postura dos cristãos.


O imperador Valeriano começou seu reinado em 253 sem perseguir os cristãos, e até os protegia. Aliás, havia muitos cristãos muito ligados a ele, a tal ponto que se dizia que o palácio imperial parecia ser uma igreja. Mas isso durou pouco. Depois de três anos tudo mudou, e ele começou a perseguir fortemente os cristãos. Por que?


Macriano, ministro das finanças do império, era adepto de cultos secretos orientais, e de um grupo de mágicos do Egito. Ele convenceu o imperador que a invasão de povos bárbaros – francos, alamanos, godos, germanos – era devido à sua tolerância aos cristãos, que neutralizavam seus “poderes” mágicos contra os invasores. Além disso, a Igreja já tinha muitos bens, e Macriano sugeriu a Valeriano que os confiscasse, para ajudar o Império a sair da crise financeira.


Perseguição violenta - Neste contexto, o imperador Valeriano decretou, em 257, uma violenta perseguição aos cristãos, visando acabar com a cabeça da Igreja. Em 6 de agosto de 258 o Papa Sisto II foi preso, enquanto celebrava a Santa Missa em uma das catacumbas de Roma. As catacumbas eram cemitérios subterrâneos, onde os cristãos se reuniam. Imediatamente após sua prisão, o Papa foi executado, juntamente com quatro de seus diáconos.


São Lourenço como primeiro dos diáconos, tinham grande amizade com o Papa Sisto II. Quando ele o viu indo para o martírio, teria falado: “Ó pai, onde vais sem o teu filho? Tu que jamais ofereceste o sacrifício sem a assistência do teu Diácono, vais agora sozinho para o martírio?”


Os pobres, o tesouro da Igreja - Após a execução do Papa, o imperador exigiu que a Igreja entregasse as riquezas. Lourenço pediu um prazo e, após três dias, levou diante do imperador uma multidão de órfãos, viúvas, idosos, doentes e pobres assistidos em seu ministério diaconal. E disse: “Eis o tesouro da Igreja”. Conta-se que o imperador, indignado e furioso, mandou prendê-lo e ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, uma grelha. A tradição católica descreve que o santo não perdeu seu bom humor: “Podem me virar agora, pois este lado já está bem assado”. Como mártir cristão, São Lourenço é considerado um servo fiel da Igreja. O seu culto tornou-se logo muito popular. Ele foi, desde o século IV, um dos mártires mais venerados pela Igreja, e seu nome aparece no cânone da missa. Em Roma, onde ele foi sepultado, existe hoje a Basílica de São Lourenço Extramuros, que é a quinta basílica patriarcal de Roma.


Existem no mundo muitas igrejas a ele dedicadas. Geralmente, ao lado da imagem dele aparece a grelha (instrumento de sua morte) e uma Bíblia em suas mãos.


Padroeiro – São Lourenço é o padroeiro dos diáconos. Como ministro do altar, que preparava o cálice com vinho para a consagração em sangue do Senhor, juntou o seu próprio sangue ao sangue de Cristo pelo seu martírio. Ele reconhecia nos pobres o próprio Cristo, a quem ele servia.


Que São Lourenço inspire nossas comunidades e, em especial, os nossos diáconos, a unirem o mistério eucarístico com o serviço aos pobres e necessitados. Que se realize o que os diáconos ouvem do bispo no dia da ordenação: “Recebe o Evangelho de Cristo, que tens a missão de proclamar. Crê o que lês, ensina o que crês e vive o que ensinas, exercendo assim o seu ministério diaconal”.


São Lourenço, rogai por nós!


Pe. Aldino J. Kiesel, O.S.F.S.

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