"A PALAVRA DE DEUS PARA HOJE"

27/11/2015

   Encontramos, no Evangelho de hoje, tirado de Lucas, uma parábola de Jesus e logo em seguida um ensinamento tirado da parábola por ele próprio.
            
   Vamos primeiro para a parábola: “Olhai a figueira e todas as árvores. Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto”.
            
   E agora vamos para o ensinamento: “Vós também, quando virdes acontecer essas coisas meramente humanas em destruição, ficai sabendo que o reino de Deus está perto. Em verdade eu vos digo: o céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”.

   Devemos estar sensíveis aos sinais de eternidade presentes na nossa história. Não podemos nos iludir com as coisas meramente humanas. “Cosmos e terra passarão, mas as palavras eternas não passarão”.
            
   Apostar nas realidades eternas é um imperativo cada vez mais urgente. Acreditar em valores infinitos é uma virtude cada vez mais necessária. Deus é a origem e o fim de tudo: todo o resto passará!

Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.



"A PALAVRA DE DEUS PARA HOJE"

26/11/2015   

   Jesus, no Evangelho de hoje, tirado de Lucas, usando várias imagens, inclusive a notícia da destruição da cidade de Jerusalém, que de fato aconteceu no ano setenta da era cristã, chama a atenção aos seus discípulos que a história humana não é eterna. Ela caminha no e para o Senhor da história. De fato, não é a história humana que é eterna. Somente a história humana em e com Deus se torna eterna.
            
   Essa verdade, na linguagem de Jesus, assim se expressa: “Os homens vão desmaiar de medo só em pensar no que vai acontecer no mundo, porque as forças humanas serão abaladas. Então eles verão o Filho do homem vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando essas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”.
            
   Quem apostou e aposta na história em e com Deus, terá a libertação. Quem apostou e aposta na história sem Deus terá a destruição.
            
   Especialmente para a humanidade de hoje, que está se iludindo com as grandes conquistas meramente humanas, a verdade da libertação com Deus e a destruição sem Deus é de grande urgência.

Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.



"A PALAVRA DE DEUS PARA HOJE"

25/11/2015

   Jesus, segundo o Evangelho de hoje, tirado de Lucas, deixa claro aos seus discípulos, a não-consistência da história feita pela civilização sem Deus. “Tudo será destruído!” Mas também ajuda os discípulos a terem a conduta certa quando “essas coisas acontecerem”. Diz Jesus: “Antes que essas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. Essa será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa, porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. Todos vos odiarão por causa de meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida”.
            
   Em outras palavras, Jesus deixa claro que a conduta certa diante dos poderes e as forças do mundo é a nossa firme perseverança na vida plena que não é destruída.

Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.



"A PALAVRA DE DEUS PARA HOJE"

24/11/2015

   Segundo o Evangelho de hoje, tirado de Lucas, algumas pessoas, próximas de Jesus, começaram a comentar a respeito do templo que era enfeitado com belas pedras e era provido com ofertas votivas. Jesus então tomou a palavra e disse: “Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. Então as pessoas perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isso? E qual vai ser o sinal de que essas coisas estão para acontecer?” Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo!’. Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que essas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”.

   Jesus deixa claro, nas suas palavras, que as coisas aparentes da civilização sem Deus, não tem consistência. “Tudo será destruído”; “não ficará pedra sobre pedra”.

   O que tem consistência é a história feita pela civilização com Deus.

   Por que a humanidade, de ontem e de hoje, insiste em construir a sua história sem Deus?

 Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.

"A PALAVRA DE DEUS PARA HOJE"

23/11/2015   

    Jesus, no Evangelho de hoje, tirado de Lucas, encontra-se no templo e, erguendo os olhos, viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do templo. Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. Pois todos eles depositaram, como oferta a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”.

   É muito pertinente a observação de Jesus em relação às pessoas depositando ofertas no tesouro do templo. Consegue ver que havia uma diferença entre as ofertas das pessoas ricas e a oferta da viúva pobre. A diferença é justamente esta: as pessoas ricas depositaram as suas sobras; a viúva pobre depositou o seu tudo. Nas pessoas ricas havia generosidade interesseira; na viúva pobre havia generosidade gratuita. Generosidade interesseira não agrada a Deus; generosidade gratuita agrada a Deus.

   Perguntemo-nos: o nosso dízimo-oferenda são nossas sobras, é uma generosidade interesseira?; ou o nosso dízimo-oferenda é nosso tudo, é uma generosidade gratuita?

Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.


"A PALAVRA DE DEUS PARA HOJE"

20/11/2015

   Jesus, segundo o Evangelho de hoje, encontra-se em Jerusalém. Entrou no templo e começou a expulsar os vendedores. E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. Por isso, os sumos sacerdotes, os mestres da lei e os notáveis do povo procuravam um modo de matá-lo.
            
   Impressiona a indignação de Jesus quando percebeu que tornaram o templo um antro de ladrões: aproveitaram-se do templo para proveito próprio. A indignação faz ele expulsar aqueles “vendedores” e deixa claro que o templo é casa de relacionamento sincero e autêntico com Deus e não lugar de proveito próprio.

   Aproveitar-se de Deus e da religião, isso é intolerável aos olhos de Deus. O que é sagrado não pode ser profanado para proveito próprio.

   Por isso questionemo-nos: meu relacionamento com Deus e com a religião é livre de interesses pessoais?; uso-me de Deus e da religião para promover-me?

Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.



"A PALAVRA DE DEUS PARA HOJE"

19/11/2015

   O Evangelho de hoje, tirado de Lucas, apresenta aquela cena até chocante de Jesus, quando ele se aproxima de Jerusalém, vê a cidade e começa a chorar. Então profetiza: “Jerusalém, se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isto está escondido aos teus olhos! Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que fostes visitada”.
            
   Cidade, no sentido bíblico, significa civilização. Jerusalém, no sentido bíblico, significa civilização da paz.
            
   Como filhos e filhas de Deus, é seu sonho construirmos uma civilização da paz. Isso, porém, só é possível se deixarmos o próprio Deus habitar entre nós: acolhê-lo, servi-lo e honrá-lo.
            
   Será que Jesus, olhando para a nossa civilização de hoje, também não começa a chorar e a profetizar: “Ah, se a civilização compreendesse hoje o que pode lhe trazer a paz; reconhecesse o tempo em que é visitada por Deus”.

Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.




Links Externos

.

.