Pastoral Familiar do Regional Sul 3 promove Congresso Regional


   Cerca de 130 representantes de oito dioceses gaúchas participaram do 18º Congresso Regional Sul 3 da Pastoral Familiar, com o tema: “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva” e o lema: “Eu e minha família serviremos ao Senhor”, nos dias 29 e 30 de agosto, no Centro de Espiritualidade Cristo Rei (CECREI), em São Leopoldo (RS).

   Na abertura das atividades, no sábado (29) pela manhã, Dom Zeno Hastenteufel, bispo da Diocese de Novo Hamburgo e Referencial da Pastoral Familiar, acolheu com alegria os congressistas e apresentou o Pe. Edson Pereira, da Diocese de Cachoeira do Sul, na missão de novo assessor eclesiástico da Pastoral Familiar.

   “É uma responsabilidade muito grande assumir a tarefa que o Pe. Leandro Chiarello exerceu como assessor eclesiástico da Pastoral Familiar Regional. É uma caminhada muito grande a nível Regional. A experiência que eu tenho é de um diocese e acredito que possa servir a nível de Estado. Assumir essa função é uma responsabilidade, mas quando se faz com amor se confia na graça de Deus e eu disse sim pela importância da família”, declarou o novo assessor eclesiástico Pe. Edson Pereira.

   No primeiro dia (29), os congressistas refletiram sobre a família no plano de Deus, desafios da Pastoral Familiar, pré e pós-matrimônio, casos especiais, novas diretrizes da CNBB para a Pastoral Familiar, formação de agentes, método de Billings, vocação e a missão da família na Igreja no Mundo Contemporâneo, Sínodo para as Famílias, situação da Pastoral no Regional e depoimentos.
Já no segundo dia (30), tratou-se da realidade atual das famílias, pastoral orgânica de articulação entre pastorais, serviços, movimentos e articulação com entidades fora da Igreja. Por fim, a palestra sobre o tema do congresso “Eu e minha família serviremos ao Senhor”.
   
   Segundo o casal coordenador da Pastoral Familiar da Diocese de Novo Hamburgo, Julio e Ana Quintana, “normalmente em nas nossas orações pedimos a Deus para ajudar nossas famílias a viver na unidade. Que a família viva a solidariedade e a amizade. Pedimos também que Deus afaste de nossas famílias os males que a ameaçam e que nos ajude a desenvolver em nossas famílias as atitudes de amor generoso e a perseverança. Devemos orar sim, mas também devemos realizar ações que nos ajudem a alcançar aquilo que queremos viver. Portanto, este congresso teve a função de nos preparar para sermos fortes na fé e na ação”, avaliaram.

   De acordo com Dom Zeno, “o Regional Sul 3 ainda não esta perfeitamente articulado enquanto Pastoral Familiar, pois das 18 dioceses apenas 8 delas foram representadas neste congresso. Em todas as dioceses há dificuldades de se organizar melhor. Em algumas existem vários movimentos familiares que parecem suficiente, mas fechados em si mesmos. Queremos transmitir a ideia deste congresso, ou seja, que a Pastoral Familiar ocupe aquele espaço prioritário que é apontado nas Diretrizes da Ação Evangelizadora: a educação da fé, a Igreja permanentemente missionária, a Palavra de Deus presente em todos os lares”, concluiu.

   A Pastoral Familiar surgiu 1980 após a realização em Roma do sínodo dos bispos sobre a função da família cristã no mundo de hoje. Sua inspiração se deu a partir da Exortação Apostólica Familiaris Consortio do Papa São João Paulo II. No Brasil, com base na Exortação, a CNBB publicou o documento 65 - A Pastoral Familiar no Brasil que serve de subsídio para a implantação da Pastoral Familiar nas Paróquias.

Judinei Vanzeto,
Assessor de Imprensa do Regional Sul 3 / CNBB.


OS SANTOS E A PALAVRA DE DEUS

  Estamos entrando no mês de setembro, mês dedicado a Bíblia. Quem são os intérpretes mais verdadeiros e mais autênticos da Palavra de Deus? Já o Papa Bento XVI, na sua Carta Apostólica Verbum Domini, se fez esta pergunta. A reflexão que segue está inspirada na sua resposta.

  A interpretação da Sagrada Escritura ficaria incompleta se não se ouvisse também quem viveu verdadeiramente a Palavra de Deus, ou seja, os Santos. Realmente a interpretação mais profunda da Escritura provém precisamente daqueles que se deixaram plasmar pela Palavra de Deus, através da sua escuta, leitura e meditação assíduas.

   Certamente não é por acaso que as grandes espiritualidades, que marcaram a história da Igreja, nasceram de uma explícita referência à Sagrada Escritura. Pensemos, por exemplo, em Santo Antão Abade, que se decide ao ouvir esta palavra de Cristo: "Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que possuíres, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-Me". Igualmente sugestivo é São Basílio Magno, quando se interroga: "O que é próprio da fé? É conformar-se com o significado das palavras da Escritura, sem ousar tirar nem acrescentar seja o que for". São Bento, na sua Regra, remete para a Escritura como "norma retíssima para a vida do homem". São Francisco de Assis "ao ouvir que os discípulos de Cristo não devem possuir ouro, nem prata, nem dinheiro, não devem trazer alforge, nem pão, nem cajado para o caminho, não devem ter vários pares de calçado, nem duas túnicas, logo exclamou, transbordando de Espírito Santo: Com todo o coração isto quero, isto peço, isto anseio realizar!". Santa Clara de Assis reproduz plenamente a experiência de São Francisco: "A forma de vida da Ordem das Irmãs pobres é esta: observar o Santo Evangelho do Senhor nosso Jesus Cristo". Por sua vez, São Domingos de Gusmão "em toda a parte se manifestava como um homem evangélico, tanto nas palavras como nas obras". Santa Teresa de Ávila, nos seus escritos, recorre continuamente a imagens bíblicas para explicar a sua experiência mística, e lembra que o próprio Jesus lhe manifesta que "todo o mal do mundo deriva de não se conhecer claramente a verdade da Sagrada Escritura". Santa Teresa do Menino Jesus encontra o Amor como sua vocação pessoal, quando perscruta as Escrituras; e a mesma Santa assim nos descreve o fascínio das Escrituras: "Apenas lanço o olhar sobre o Evangelho, imediatamente respiro os perfumes da vida de Jesus e sei para onde correr".

   Cada Santo constitui uma espécie de raio de luz que brota da Palavra de Deus: assim o vemos em Santo Inácio de Loyola na sua busca da verdade e no discernimento espiritual; em São João Bosco na sua paixão pela educação dos jovens; em São João Maria Vianney na sua consciência da grandeza do sacerdócio como dom e dever; em São Pio de Pietrelcina no seu ser instrumento da misericórdia divina; na Beata Teresa de Calcutá a missionária da caridade de Deus pelos últimos; e nos mártires do nazismo e do comunismo representados, os primeiros, por Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), monja carmelita, e os segundos pelo Beato Aloísio Stepinac, Cardeal Arcebispo de Zagrábia.
            
   Assim a santidade relacionada com a Palavra de Deus inscreve-se de certo modo na tradição profética, na qual a Palavra de Deus se serve da própria vida do profeta. Neste sentido, a santidade na Igreja de Cristo representa uma hermenêutica da Escritura da qual ninguém pode prescindir. O Espírito Santo que inspirou os autores sagrados é o mesmo que anima os Santos a darem a vida pelo Evangelho. Entrar na sua escola constitui um caminho seguro para efetuar uma hermenêutica viva e eficaz da Palavra de Deus.
            
   Dom Jacinto Bergmann, 
Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.

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História de Guadalupe - A Padroeira das Américas


  Tudo começou em 1535, no México. Um índio chamado João Diogo era devoto de Virgem Maria e um dia, caminhando pela colina de Tepeyac, teve uma aparição de Maria. Ela pediu que o índio levasse um recado para o Bispo do México, dizendo que ela desejava que fosse construído ali um templo, para que ela pudesse demonstrar todo seu amor, compaixão, auxílio e defesa.
  
 João Diogo obedeceu, mas não obteve sucesso ao encontrar o bispo, que duvidou das palavras do índio. Alguns dias depois, Maria apareceu novamente, e reforçou seu pedido, emocionando João Diogo foi até o bispo com lágrimas nos olhos. O bispo ainda assim não deu créditos ao índio e pediu que ele voltasse com uma prova de que o pedido partira mesmo de Nossa Senhora. 
  
   Então,  Maria em toda sua glória e bondade realiza o primeiro milagre que se tem conhecimento. Ela cura o tio do índio que estava muito doente e em uma terceira aparição ordena que ele colha rosas no alto da colina e entregue ao religioso. A terra era inóspita e estéril, impossível haver rosas lá, pensou João. Mas para sua surpresa, elas estavam lá, lindas. O índio então as enrolou em seu manto, e foi levá-las ao bispo. 

   Quando o bispo abriu o manto, viu formar a linda imagem de Maria, exatamente como o índio havia descrito. Os dois seguiram para a casa do tio de João Diogo, constatando lá que Maria fizera seu milagre, curando o mesmo e renovado novamente seu pedido. 

   Seguindo a vontade de Maria, o local se tornou um enorme santuário, onde sua imagem foi chamada Nossa Senhora de Guadalupe, conforme seu desejo. O milagre se espalhou e Guadalupe adquiriu milhares de fieis. 

   Em 1945, o Papa Pio XII a declarou “Padroeira das Américas”. No dia 12 de dezembro é celebrado o dia de Virgem de Guadalupe, conforme pedido do Papa João Paulo II. 

   Em Pelotas, o bispo emérito Dom Jayme Chemello teve fundamental importância na devoção da arquidiocese à Guadalupe. Em 15 de novembro de 1985 foi aprovado em assembleia a construção do Santuário Mariano, localizada hoje na BR 392. E em 26 de outubro de 1986 teve a primeira Romaria de Guadalupe, preparada um ano antes, reunindo todas as comunidades e grupos da arquidiocese. 

Franciele Valadão,
Assessora de Comunicação da Arquidiocese de Pelotas. 

NÃO ESQUEÇAMOS DO PRINCIPAL!

  Conta uma lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passando diante de uma caverna escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia: "Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal”. A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas joias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente: "Você só tem oito minutos". Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou. Lembrou-se, então, que a criança ficara lá mas a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco e o desespero durou sempre. 

   O mesmo pode acontecer conosco. Temos um período de tempo para viver neste mundo e uma voz sempre nos adverte: Não se esqueça do principal - o ser, o servir e o amar, vivendo a dimensão infinita, eterna, celeste. Mas a ganância do ter, do poder e do aproveitar-se, vivendo apenas a dimensão finita, transitória, terrena, nos fascina tanto que o principal vai ficando sempre de lado. Assim, esgotamos o nosso tempo apenas com a dimensão finita, transitória, terrena, e deixamos de lado a dimensão infinita, eterna, celeste! O tempo do ter, do poder e do aproveitar-se passa com a morte que chega de inesperado. Quando a porta desse tempo fechar, o principal - o ser, o servir e o amar - ficou na “caverna”. 

  Jesus de Nazaré, para os fiéis cristãos o Salvador da humanidade, já deixou claro no seu famoso “Sermão da Montanha” que “não ajuntemos tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam; ao contrário, ajuntemos tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam”. 

  Mais do que nunca o Sermão da Montanha torna-se contundente para os tempos de hoje: Vivemos uma cultura cada vez mais forte de "juntar tesouros aqui na terra" e descartar a necessidade de "juntar tesouros no céu".A cultura do "juntar tesouros aqui na terra", é a cultura do finito e não do infinito; é a cultura do transitório e não do eterno; é a cultura do terreno e não do celeste. Essa cultura leva a uma ilusão: tudo o que acumulamos de tesouros aqui na terra, “a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam". 

   Por que, então, não investir na cultura do “juntar tesouros no céu”: a cultura do infinito, do eterno, do celeste? Por que, então, não apostar no principal: o ser, o servir e o amor, vivendo a dimensão do infinito, do eterno, do celeste? Não esqueçamos do principal! 

 Dom Jacinto Bergmann, 
 Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas.

Semana Nacional da Família

De 9 a 15 de agosto teremos a semana especial da família.


Esta semana, promovida pela Igreja Católica no Brasil, através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, tem por objetivo sempre mais destacar, valorizar,  promover e fomentar o amor pela família na vida das pessoas e da sociedade, segundo o Plano de Deus. 

Numa época de profundas e sucessivas mudanças, a Igreja é chamada com fé, coragem, entusiasmo e criatividade a proclamar a mensagem do Evangelho, para que nossos povos tenham vida e a tenham em abundância, pois o Reino de Jesus é um Reino de Vida.   A Palavra de Deus deve ser a alma de toda a ação pastoral (da Igreja) e da vida cotidiana do cristão e da família cristã!

A missa de abertura em Pelotas será na Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula, sábado, dia O9, às 17h30.  No Santuário de Guadalupe, na Cascata, será domingo, dia 1O de agosto, às 15h, dia dos pais. Também as demais paróquias celebram em seus horários próprios.

AGOSTO - MES VOCACIONAL


Eis que o Senhor nos chama, ensina, alimenta e envia em missão. 


O mês de agosto é também chamado Mês Vocacional. Vocação é o chamado que Deus faz a cada pessoa para realizar a sua missão batismal em sua realidade local, segundo um estado de vida. E ninguém cumpre sua missão sem a força do Senhor, sem orar, sem perseverar, sem confiar Nele, que é o sustento, a fortaleza de nossa vida.    Em Jesus Cristo, Deus Pai, que é bom e justo, vem ao nosso encontro, nos chama a viver como filhos amados. Ele nos convida e ensina a orar, nos alimenta e convida a partilhar, servir, ser solidário com os irmãos mais sofridos.  Sejamos todos promotores vocacionais!
Parabéns a todos os padres de nossa Arquidiocese neste primeiro fim de semana de agosto, sob a intercessão do padroeiro São João Maria Vianei, o Santo Cura D'Ars, celebrando a vocação sacerdotal com suas comunidades!
Leia a mensagem do Papa Francisco sobre as vocações:  http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/vocations/documents/papa-francesco_20150329_52-messaggio-giornata-mondiale-vocazioni.html

PREPARANDO A 30ª ROMARIA DE GUADALUPE




 Na quinta feira, dia 09 de julho de 2015, acontece o Lançamento da programação para a realização da 30ª Romaria de Nossa Senhora de Guadalupe, dia 25 de outubro próximo.  Este lançamento será feito durante a celebração eucarística presidida pelo arcebispo metropolitano de Pelotas, Dom Jacinto Bergmann. Será entregue o quadro imagem que peregrinará em todas as paróquias da arquidiocese até a data da Romaria, 25 de outubro deste ano.
Participe deste lançamento – dia 9 de julho, às 18h30 na Catedral de São Francisco de Paula, praça José Bonifácio, 15, centro de Pelotas.

Links Externos

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